sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A imigrante


Quem olha para o céu sem interesse no clima, mas na poesia das nuvens, no infinito de cada horizonte.
Quem olha para o horizonte e se deixa levar por pensamentos preguiçosos como os movimentos da grua que se mexe distante. A beleza da grua, pedaços de metal construídos pelas mãos que querem mais agilidade, querem construir mais, mais longe, mais alto. Mais fácil?
As nuvens passam na frente do sol fraco do inverno. Fraco mais ainda assim celebrado, bem-vindo, que aquece mais o coração do que a pele.
Imigrante com saudade, insatisfação. Eternamente sem laços apertados. A impressão que nada pode jamais me deter... nada, ninguém.
Em movimento contínuo. Só quem está em movimento me alcança, quem está em inércia não me toca, se afasta. Minha rota não é o infinito, mas também não tem fim. Sou sem definições, sou sem amarras. Não aceito o mundo feito de prisões.
Amores não prendem conectam. Conexão não pode ser prisão. Será que pode ser eterna?

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