2003 jornada de trabalho de 44h com pausa de 1h para almoço. A obrigação de chegar antes para abrir o escritório às 8h da manhã. As tarefas do trabalho eram misturadas entre secretária do dono da empresa, assistente de vendas e desenhista de AutoCAD. Eu na verdade era pau para toda obra e tinha minha carteira de trabalho assinada com o salário de R$ 700,00, que com vale-transporte e refeição chegava a R$800,00
2012 o primeiro holerite recebido nessas terras foi do meu marido. E tem parecido o número $711,00, e todo o resto de diferente. O holerite dele é semanal por 37h30 de trabalho. O primeiro da vida dele, que nunca teve carteira assinada no Brasil, sempre trabalhou como autônomo. Embora o salário não fosse muito diferente do que o meu.
Aqui nessa empresa ele é desenhista de AutoCAD. Lá ele faz uma porção de desenhos de detalhes para a construção e ambientação das lojas dessa empresa. Ele não lida com clientes, nem atende fornecedores, não tem que abrir a empresa, nem passar pedidos ou digitar contratos de venda. Ele só desenha. Ele também só tem uma hora de almoço.
Não há comparação possível. Vivemos em realidades diferentes como disse meu filho aqui é um outro mundo. São países distintos e o contexto é completamente diferente.
Mesmo assim com essa distância, esse abismo imenso entre os dois momentos e realidades. Eu fico pensando como o trabalhador brasileiro é explorado e fico triste e desanimada.
Mas por outro lado fico feliz também por termos feito essa escolha e principalmente por termos tido a chance, a sorte, o privilégio de poder fazê-la.
2012 o primeiro holerite recebido nessas terras foi do meu marido. E tem parecido o número $711,00, e todo o resto de diferente. O holerite dele é semanal por 37h30 de trabalho. O primeiro da vida dele, que nunca teve carteira assinada no Brasil, sempre trabalhou como autônomo. Embora o salário não fosse muito diferente do que o meu.
Aqui nessa empresa ele é desenhista de AutoCAD. Lá ele faz uma porção de desenhos de detalhes para a construção e ambientação das lojas dessa empresa. Ele não lida com clientes, nem atende fornecedores, não tem que abrir a empresa, nem passar pedidos ou digitar contratos de venda. Ele só desenha. Ele também só tem uma hora de almoço.
Não há comparação possível. Vivemos em realidades diferentes como disse meu filho aqui é um outro mundo. São países distintos e o contexto é completamente diferente.
Mesmo assim com essa distância, esse abismo imenso entre os dois momentos e realidades. Eu fico pensando como o trabalhador brasileiro é explorado e fico triste e desanimada.
Mas por outro lado fico feliz também por termos feito essa escolha e principalmente por termos tido a chance, a sorte, o privilégio de poder fazê-la.
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