Ontem recebi a triste notícia da morte de Marina, uma das filhas da arquiteta para quem eu trabalhei no Brasil. Comecei no escritório como estagiária e no total acho que foram mais de 10 anos de convivência. Somos, ouso dizer, amigas. Ela é uma pessoa muito querida e sinto tanto pelo sofrimento que sei ela enfrenta agora, sofro ainda por que sei que não posso oferecer meu ombro amigo. Não posso imaginar a dor de se perder um filho, ainda mais, quando é assim inesperada e precocemente.
Toda vez que a morte leva alguém próximo faz com que reflitamos sobre a fragilidade e efemeridade da vida humana. Afinal sabemos que ninguém é eterno. Todo mundo tem sua hora. A morte de Marina me tirou dos trilhos passei a manhã de ontem chorando pelos cantos, choro ainda escrevendo aqui, sentindo a dor de sua família e me sentindo super mal pois, por causa da distancia não pude prestar minha solidariedade a seus familiares como gostaria.
Hoje pela manhã recebi um e-mail da amiga que me deu a notícia da morte de Nina ela também ficou super abalada. Ela foi ao funeral, e me contou como foi emocionante e triste claro. Na mensagem ela falou do distanciamento, de como a vida por vezes nos afasta d@s amig@s e não percebemos que talvez possamos nem revê-los outra vez por que na verdade não sabemos se haverá ou não amanhã para nós.
Essa mensagem me deixou ainda mais cabisbaixa... Já falei de como sofro com isso aqui e esta semana estava conversando, com os amigos daqui e discutindo no grupo das blogueiras feministas, da dificuldade que é sentir o distanciamento quase que inevitável dos amig@s , no meu caso, após a imigração.
É um sentimento terrível de me achar, impotente, assistindo os laços que julgava apertados se desfazendo, diária e inevitavelmente. Interação em rede social não é suficiente para manter uma amizade, curtir minhas atividades não é o mesmo que me falar um oi ou escrever uma mensagem, repassar uma piada ou uma corrente não tem o efeito de uma conversa no telefone.Ver suas fotos é bom, mas não tem o mesmo efeito de uma conversa de 15 minutos via Skype.
Queridos amigos acordem, eu peço, amizade e amor são como plantas não sobrevivem sem cuidado, sem alimento, sem dedicação. Não deixem para amanhã, pois amanhã pode ser tarde demais.
Queridos amigos acordem, eu peço, amizade e amor são como plantas não sobrevivem sem cuidado, sem alimento, sem dedicação. Não deixem para amanhã, pois amanhã pode ser tarde demais.

Um comentário:
Faz tempo que eu venho e quero comentar uma coisa bem pertinente mas daí que eu estou chorando e pensando nos irremediáveis na minha vida. De qualquer jeito, mesmo em lágrimas, meu abraço carinhoso e o desejo de que sua amiga consiga caminhas com uma saudade tão imensa dentro de si.
Postar um comentário