domingo, 13 de março de 2011

Na semana que passou escrevi no blog da Graúna um post sobre Anïas Nin, como parte de uma homenagem a mulheres importantes que nos inspiram. Fui levada por um impulso admito, mas gostei muito da experiencia.
Ainda neste tópico de mulheres e como parte da minha militância digital com o grupo de Blogueiras Feministas do qual eu participo cada vez mais ativamente assisti a este video de Isabel Allende no TED e dentre todas as estórias inspiradoras que ela contou neste vídeo uma delas colou no meu cérebro: uma mulher na africa, que começou a plantar, ela mesma, árvores, e mudou a vida da sua comunidade o meio ambiente, mudou o seu país, ganhou um premio Nobel. A informação colou assim capenga, eu sou assim pego a informação geral e menos os detalhes.
Hoje na hora do almoço ligamos a TV na PBS, canal americano que pegamos aqui, e estava passando um documentário sobre a vida desta mulher, não sei se o link acima dá acesso ao programa inteiro. Wangari Maathai é o seu nome voce pode colocar no google e num minuto vai ter um mundo de informações sobre está mulher incrível!
O documentário é o relato do caminho extraordinário desta mulher. Uma queniana nascida em Nyieri em 1940. Wangari ela mesma conta sua estória. Ela fala que estava fazendo um trabalho de campo na região rural, quando as mulheres agricultoras do local se queixaram sobre a falta de madeira para o fogo e a escassez de água. Wangari lhes explicou como a monocultura empobrece o solo e que elas deveriam plantar árvores para que houvesse água e o solo se enriquecesse, as mulheres então responderam que não sabiam plantar árvores. Ai nasceu o Green Belt Movement que incentivava financeiramente a plantação de árvores . Um bom negócio para a população pobre e esquecida pelo governo ditatorial da época, para cada árvore plantada que sobrevivesse era pago quatro centavos de dolar americano.
Ao longo do caminho sua luta pelo meio ambiente se tornou também luta pelos direitos humanos e pelos direitos das mulheres. Com sua luta para salvar as florestas do Quênia, devastadas por anos de exploração inglesa e também pela ditadura que tomou o governo do país. Ela com sua resistência provou a seu povo que eles seriam capazes de tomar as rédeas de seu destino.
Seu grupo de ativismo ambiental, plantou no povo queniano junto com as sementes das árvores as sementes da revolução. O povo sob sua liderança começou a lutar pelos seus direitos e a questionar do status quo. Sob sua liderança e apoiados nas suas ideias conservacionistas o povo queniano depôs o ditador Daniel Arap Moi em 2002. Wangari foi eleita para um mandato parlamentar. Na época em que estava no poder o exército queniano foi ator de uma revolução diferente, os soldados do Quênia plantaram 35 mil árvores.
Em 2004 está mulher, que mobilizou todo um país e o libertou da tirania, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Sua luta pela vida, sua obstinação em melhorar a condição de vida do seu povo, a levou a modificar toda sua nação. Quem foi que disse que mulher é o sexo frágil? Como disse Allende no vídeo linkado acima: "não inventei nenhuma das mulheres sobre as quais escrevi, não preciso inventar elas estão por toda parte, é só olhar".

Um comentário:

Luciana Nepomuceno disse...

Ai, que inspirador, né? Eu sou uma cruz do cinismo cínico com o mais romântico entusiasmo...fico comovida com pessoas assim (como elas e você). Bjs