sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Imigrar é um pouco como morrer, ou nascer de novo talvez... Deixamos nossos mundos para trás, nossas coisas, nossas vidas e todos queridos de tantos anos... E começamos de novo tudo... Só que sem nossos queridos por perto para nos ajudar, nos querer bem, dar um abraço, ou nos ligar simplesmente...
A parte mais difícil é viver sem essas coisinhas, essa presença, sem o aconchego que tínhamos e muitas vezes nem nos dávamos conta, mas tava lá bem perto, oferecendo o ombro amigo...
Sei que é egoismo meu, a escolha foi minha em vir para cá, mais do que os que ficam, eu tenho que mudar para sofrer menos, e poder seguir adiante. Mas eu sofro, e muito, com a saudade e pela falta de mensagens dos amigos na minha caixa de entrada e de respostas aos meus disfarçados apelos nos scrapbooks, e facebooks da vida.
Não espero que tudo que eu escrevo seja imediatamente respondido, não tenho essa ilusão, nem me dou tanta importância assim... Mas sinceramente esperava uma resposta.
Os dias de TPM, são os piores, tudo toma uma dimensão tão gigantesca... E essas besteiras acabam por me cortar o coração. Saber ser esquecida e aceitar o esquecimento é uma coisa difícil de aprender. Mas aos poucos, com muito choro, o coração apertado, com a saudade maldita, disposto a tudo para ter um alívio, começa a tentar esquecer, a deixar para lá, na esperança que a dor passe... Vãs tentativas, vã esperança, pois já dizia o poeta que a saudade mata a gente.
Aos que lerão desculpem o azedume, mas se não "falasse" a mágoa me engolia!

5 comentários:

micheliny verunschk disse...

Liliane, obrigada mesmo pelo comentário no Pacha Mama. Acho que passado o 'deslumbre' com a blogosfera devo fazer o que você fez, tirar fotos e tudo o mais que implique exposição demasiada. Agora é mãos à obra, porque a trabalheira é grande.

E agora vou aproveitar para conhecer mais o seu blog.

um abraço!

micheliny verunschk disse...

Liliane, também saí do meu lugar para me reinventar em outro. Sim, o preço que se paga é alto. Penso que sempre há uma mágoa mal disfarçada em quem fica, como se a nossa saída os ameaçasse. Não sei. Sei que em várias amigas e amigos e até familiares ficou uma espécie de mal-estar, de ciúmes. Alguns deles, infelizmente, se perderam de mim. Outros, com o tempo, perceberam que não, eu não os havia trocado por ninguém ou por um lugar ou etc, etc. Perceberam que eu só havia mudado de lugar e continuava a mesma pessoa (ou quase a mesma pessoa).O fato é que somos todos carentes e qualquer coisa que nos exponha pode nos fechar em copas (ou nos fechar dentro do coração). Enfim, tenha paciência com seus amigos mas não deixe de questioná-los, senão (como vc mesma disse) a mágoa engole.

Um beijo!

Liliane disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Livia Ferreira disse...

Isso é tão difícil mesmo, essa coisa de se ver sozinha. Lembro que, quando saí do RJ pra Aracaju, um dos momentos mais difíceis foi o primeiro aniversário que passei aqui: fiz um sanduíche de forno, comprei um bolo e esperei... A família do marido apareceu, mas é estranho não ter nenhum amigo meu (não tinha tempo de ter amigos aqui), nem ninguém da minha família. Parece bobagem, mas me senti abandonada, sabe?

Liliane Gusmao disse...

Micheliny,
Obrigada pela visita e que bom que o meu comentário pode te ajudar!
E o triste é nos ver distante dos amigos e sem ter novos para suprir a carência e justamente esse meu sofrimento hoje, mas sei que passa, mas a adaptação é que são elas...
Lívia,
E eu fiquei tão depre que nem quis comemorar preferi ficar quieta, me dei um presente e fim, ano que vem quem sabe...