quinta-feira, 26 de agosto de 2010


Mas o que eu vim falar hoje foi do mico e para isto é necessário uma breve retrospectiva... No fim de semana a caçula caiu de cara no chão, no tapete do banheiro. Desde segunda, percebi um dentinho mais escuro que os demais, pausa para o pânico do dente podre, pois ela detesta escovar! Felizmente, temos uma vizinha dentista que (por ser imigrante) ainda não tem permissão para praticar, mas enfim... Encontrei com ela ontem e falei do caso, ela viu o dentinho e falou que podia ser caso para fazer um canal (mais pânico), mas que eu devia levar ela, o quanto antes, na dentista para ser avaliada!
Liguei ontem de manhã, estava com sorte, tivemos a consulta de tarde! Fomos os três serelepes de metro, primeira saída sozinha de metro com as duas crianças. Quem é mãe sabe: menino 4 anos e meio (rápido e surdo), menina 2 anos e meio (lenta e falante) e a mãe louca guiando as pessoas menores, tentando manter a coesão do grupo...
Durante a viagem o menino resolveu "ler" o jornal do metro, a menina levou sua tartaruga de pelúcia, a mãe seguiu embasbacada com a leitura do filho prodígio e com a lindeza da menina conversando com os animais, chegamos intactos.
Depois de tentarmos de tudo, sem sucesso, para que a criatura com o dente comprometido, abrisse a boca para o exame, dentre as tentativas, inclua-se, suborno: brinquedo escolhido da gaveta da dentista mediante exibição dentária... Desistimos.
Na volta, entramos no metro e o menino me olha, com aquela cara de mãe me acode, falando algo e eu sem escutar por causa do barulho do metro. Eu, então segurando duas bolsas e mais a mão de cada um, me curvo para escutar melhor a criança: "mãe, esqueci meu jornal..." Nesta hora o metro arranca e a mãe, eu, cai de pernas para o ar! No maior mico desde 1996, quando protagonizei a infame queda em frente ao Hospital da Restauração, carregando 3 quilos de livros da biblioteca, enquanto corria para pegar um ônibus em plena Agamenon Magalhães, ao meio dia, quem é de Recife, sabe...
Felizmente, entre mortos e feridos, todos se salvaram. Um senhor me deu a mão, outras pessoas pegaram as crianças e uma alma bondosa me cedeu a cadeira. Sentei e botei uma criança em cada perna e me escondi atrás delas, morta de vergonha!
Mas foi bom, conseguimos ir e voltar vivos, o filho mostrou todos os dentes, sentou na cadeira, deixou colocar o espelhinho na boca e seus dentes estão ótimos! Daqui a seis meses, se nada de novo surgir na boca da caçula antes, tenho que fazer este périplo de novo. Espero que poder contar com o marido na próxima vez!

Um comentário:

Livia Ferreira disse...

Menina, que coragem! Duas crianças pequenas no metrô, tem que ter peito pra enfrentar, viu?
E o tombo? Menos mal que as pessoas ajudaram, e tal, mas eu tb morreria de vergonha!