Tenho um post escrito na minha cabeça há um tempo, quase um ano talvez. Mas este assunto é cheio de espinhos e passar tudo isso pro papel (sim eu escrevo num bloquinho) e depois passar para cá está sendo feito em etapas para tirar o peso para refletir sobre a dor e sobre perdas.
Esse assunto aparece sempre ele está em nós. E assim a morte surgiu de novo, desta vez, na conversa de um grupo de discussões do qual participo e me fez novamente pensar sobre esse post que já escrevi mas não vou publicar hoje pois a reflexão aqui é outra. É uma tentativa de entender o que eu sinto em relação à morte uma tentativa de saber como vou abordar esse assunto quando ele inexoravelmente aparecer novamente rodeando os medos e questionamentos dos pequenos.
Quando fui indagada por meus filhos sobre o céu das religiões e para onde vão as pessoas quando elas morrem, não sabia bem o que dizer. Acho que esta história surgiu quando estávamos olhando as fotos de quando eu era bebe e na foto eu estava junto com meu pai. A pergunta óbvia era onde estava o vovô? E então tentei explicar. E expliquei que ele morrera há muitos anos e que agora eu só o via nas fotos, que não sabia onde ele estava mas que ele vivia para sempre dentro do meu coração que é onde todo mundo que amamos mora mesmo que estejam mortos, mesmo que não possamos mais nos encontrar.
Que as pessoas morrem quando seus corpos não funcionam mais, quando seus corações param e elas não respiram mais. Assim elas deixam de ficar perto de nós e é por isso que temos nossas mentes e corações para guardar as lembranças dos momentos felizes e o amor que temos. As lembranças que guardamos é o fica conosco quando alguém morre. Senti que ao dizer isso a eles além de me dar muito alívio deixou a curiosidade deles satisfeita no momento.
Sei que essa história ainda vai render. De vez em quando um dos dois tem medo do escuro e medo de morrer, medo que não estejamos por perto. A finitude de nossas vidas é o que carregamos de mais certo em nossa existência. Nada é para sempre a vida é esse espaço de tempo entre o nascimento e a morte. E todos passamos por essas duas experiencias não há como escapar, melhor encararmos naturalmente.

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