quinta-feira, 22 de março de 2012

Palavras ao vento

As vezes sinto que jogo palavras ao vento.
Que falo e ninguém escuta ou escrevo e não me leem ou que nada do que escrevo faz sentido para alguém além de mim mesma. #mimimimi
E ai percebo que, na verdade, sou eu quem menos valoriza minhas próprias palavras. Sou eu que preciso de uma suposta resposta, ou aceitação para valorizar os meus próprios pensamentos...
Que bizarro e triste viver eternamente em busca de reconhecimento e se vendo pelo reflexo de olhos alheios.

2 comentários:

Virginia França disse...

Poxa Liliane, não seja tão extremista. O ser humano é um ser de reconhecimento, precisamos sim do reconhecimento do(s) outro(s). Mas também é indispensável o auto-reconhecimento, senão é uma existência inautêntica. Agora encontrar esse meio termo entre o eu e o(s) outro(s) é que é a grande questão (ao menos na minha opinião); não podemos querer ser somente o que o(s) outro(s) querem, esperam ou exigem; mas também não dá pra achar que é possível não querer ou precisar do reconhecimento de ninguém. O caminho do meio, como já dizia o fofo Aristóteles.
Agora, seguinte: enquanto o vento trouxer suas palavras até mim sempre vou te escutar e te ler. Se todas as suas palavras fazem sentido pra mim? Quero crer que sentidos somos nós que construímos. E você, amiga, é uma excelente parceira de obras.
Beijos mil!

Liliane Gusmao disse...

Faz um tempo que penso no que te responder, mas não tem palavras... Símbolos que sejam então: <3 <3 <3