
Então eu to ali no canto superior esquerdo da tela. Encarando-o como quem fica de castigo. Me pus lá. Olhando a parede pensando no que fiz de errado refletindo para me consertar, para me redimir, para me renovar.
A cabeça borbulhando. Ideias e pensamentos não ditos, não escritos, mas muito pranteados. Pranteados por milênios, por tempos sem fim.
A dor fina que me corta o peito não tem pranto que resolva, que apazigue, que alente, que diminua. Drama queen sou eu mesma e eis me aqui.
Os dias se esticam em espirais estranhas que me levam de volta aos dias feios da minha infância tão ruim. Horrível admitir, mas como poderia continuar na ilusão da felicidade infantil, se o que dela me resta são mais lembranças tristes e doloridas do que alegres e coloridas. Infância de isolamento, de diferença, de preconceito e segregação.
O fantasma que bate à minha porta, me assusta, me imobiliza, ele me destrói, me aflige, me cega, me maltrata.
Não consigo fugir. Não posso, não há esta opção, tenho que enfrentá-lo e aprender a lidar com ele, para ensinar e ajudar meu menino a ser feliz e amar sua escola, como eu não amei a minha; a ter amigos, como os que não tive, a enfrentar seus medos, como não consegui; a vencer uma timidez de quem até hoje sou refém.
Mas não há nada ruim que não possa piorar. Me embrulho na bolha evito o contato, entro na concha me isolo, para não encher o saco de mim mesma, nem dos outros com minha lamuria. Minhas mazelas, meus problemas sem solução. Minhas escolhas tortas, meus erros de julgamento, minha falta de noção. Minha grossura ilimitada, minha revolta, meus preconceitos, minha rebeldia sem causa, meu radicalismo, minha doidice, idiotice, minha burrice, teimosia, indiscrição, inconveniência, inaptidão social. E o que mais houver e o que mais quiserem me atribuir, no que mais eu puder pensar. Está tudo comigo aqui.
Então ao colocar a cabeça fora do buraco eu vejo que nem era preciso me esconder, não há ninguém aqui.
As folhas das árvores caem o frio se instala talvez isso tudo seja apenas a tristeza do fim do verão, ou não.
-Vai passar!, digo a mim mesma.
- Espero que sim..., responde a vozinha no fundo da minha cabeça.
A cabeça borbulhando. Ideias e pensamentos não ditos, não escritos, mas muito pranteados. Pranteados por milênios, por tempos sem fim.
A dor fina que me corta o peito não tem pranto que resolva, que apazigue, que alente, que diminua. Drama queen sou eu mesma e eis me aqui.
Os dias se esticam em espirais estranhas que me levam de volta aos dias feios da minha infância tão ruim. Horrível admitir, mas como poderia continuar na ilusão da felicidade infantil, se o que dela me resta são mais lembranças tristes e doloridas do que alegres e coloridas. Infância de isolamento, de diferença, de preconceito e segregação.
O fantasma que bate à minha porta, me assusta, me imobiliza, ele me destrói, me aflige, me cega, me maltrata.
Não consigo fugir. Não posso, não há esta opção, tenho que enfrentá-lo e aprender a lidar com ele, para ensinar e ajudar meu menino a ser feliz e amar sua escola, como eu não amei a minha; a ter amigos, como os que não tive, a enfrentar seus medos, como não consegui; a vencer uma timidez de quem até hoje sou refém.
Mas não há nada ruim que não possa piorar. Me embrulho na bolha evito o contato, entro na concha me isolo, para não encher o saco de mim mesma, nem dos outros com minha lamuria. Minhas mazelas, meus problemas sem solução. Minhas escolhas tortas, meus erros de julgamento, minha falta de noção. Minha grossura ilimitada, minha revolta, meus preconceitos, minha rebeldia sem causa, meu radicalismo, minha doidice, idiotice, minha burrice, teimosia, indiscrição, inconveniência, inaptidão social. E o que mais houver e o que mais quiserem me atribuir, no que mais eu puder pensar. Está tudo comigo aqui.
Então ao colocar a cabeça fora do buraco eu vejo que nem era preciso me esconder, não há ninguém aqui.
As folhas das árvores caem o frio se instala talvez isso tudo seja apenas a tristeza do fim do verão, ou não.
-Vai passar!, digo a mim mesma.
- Espero que sim..., responde a vozinha no fundo da minha cabeça.
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