quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Quase no fim



Eu vejo as nuvens. Elas parecem plumas voando no ar, ou talvez sejam os fios de cabelo do vento. O vento que começou a soprar novamente com seu hálito de gelo, gelo do polo que é logo ali.


O dia é de sol, mas o silêncio do parque persiste. Ele traz o silencio, eles andam juntos. Eles passam pela mesma brecha da porta. O vento frio e congelante do inverno se insinua o silêncio sinaliza sua chegada. O recolhimento de tudo, o silêncio parece uma reverencia à sua força transformadora.
Sentada num banco a sombra de uma árvore, ainda vestida de verão, o vento sopra e traz o arrepio que me dá a certeza de que a porta se abriu e em breve os dias escuros e frios virão. Adeus verão, o outono no Quebec se anuncia. A temporada de frio já vai começar

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