segunda-feira, 15 de março de 2010

Não entendo religiosos


Hoje pela manhã ao saírmos de casa para levar as crianças na creche demos de cara com um saquinho pendurado na nossa maçaneta com umas brochuras Despertai que como é explicado no link é uma brochura religiosa das doutrinas das Testemunhas de Jeová. A manchete da capa é: como manter seu filhos a salvo dos males da internet... Deixo apenas claro que meu filho mais velho do alto dos seus 4 anos ainda não tem a independência de sequer ligar o computador, muito menos ainda conectar-se à internet.
Desde que entramos no processo de imigração ficamos impressionados com a quantidade de religiosos de todos os credos que estavam no processo também. Nada contra religiões nem religiosos desde que respeitem nossa opção de não nos envolvermos com culto nem ritual algum de qualquer religião.
Mas isso é uma coisa que um religioso jamais vai entender, e dificilmente vai respeitar pois a necessidade de um culto ou ritual na vida de um religioso o faz não entender nossa opção. Deus é que se faz presente em todos os momentos da vida desta pessoas e guiam todos os seus passos, acho muito interessante que qualquer pessoas se desapeguem de sua vida e anseios para viver segundo aquilo que seus deuses lhes oferecem como caminho.
Mas eu não sou assim, a oração que até hoje mais me tocou esta ai do lado esquerdo do blog e é essa mesma que eu me repito sempre que sinto necessidade:

Que a minha prece seja, não para ser protegido dos perigos, mas para não ter medo de enfrentá-los. Que a minha prece seja, não para acalmar a dor, mas para que o coração a conquiste. Permita que na batalha da vida não procure aliados, mas as minhas próprias forças. Permita que não implore no meu medo, ansioso por ser salvo, mas que aguarde a paciência para conquistar a minha liberdade. Rabindranath Tagore.

Imagino que aquele que depositou a brochura na nossa porta o fez na maior das boas intenções, endereçado a nós ou por engano talvez mas, infelizmente não me sinto lisonjeada pelo presente, ao contrário isso me parece uma invasão, agravada pelo fato de ser anônima a pessoa não teve nem coragem de nos entregar pessoalmente. Para mim não há nada pior do que a covardia, as coisas das quais mais me arrependo na minha vida invariavelmente são os momentos em que fui covarde!
Como não sabemos quem nos enviou o presente e pelo nosso desinteresse nos tópicos abordados pela brochura depositamos-la, na saleta das caixas do correio do prédio, onde tenho certeza, alguém se interessará por ela, nem que seja o próprio dono!

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