segunda-feira, 28 de julho de 2008

O peito é meu, a escolha nem sempre é, mas deveria ser

Acabei de ler no Síndrome de Estocolmo que, na próxima sexta-feira começa aqui no Brasil a semana da amamentação, e ela como sempre toma a iniciativa de estimular uma blogagem coletiva e comentários sobre o tema. Resolvi escrever sobre isso especificamente.

Decidi fazê-lo hoje e aqui no meu espaço e fora da semana do evento. Não quero fazer apologia, ao leite industrializado, nem pichar o trabalho de ninguém, pois sei da importância da amamentação para mãe e para o bebê. Mas de todas as facetas da maternidade a que achei mais difícil e com a qual pouco me identifiquei ou me realizei foi com a amamentação!

Me sinto constrangida e às vezes até revoltada com o xiitísmo com que esse tema é tratado no meio médico, aqui. Desde o começo da minha primeira gravidez, me senti obrigada a amamentar. E quando finalmente amamentei meu filho me senti, muito oprimida, pois além do leite materno no peito nada mais é permitido. Mamadeira de qualquer outra coisa e mesmo de leite materno , são desaconselhadas, para não haver confusão, de bicos, nada de complementação com fórmulas industrializadas, nada, nada, nada... Só eu poderia sacia-lo... Me sentia péssima, a cada mamada, pois apesar de deixa-lo mamar por mais de uma hora seguida, ainda assim nunca era suficiente ele estava sempre faminto... Me frustrei, me exauri, me deseperei, me senti super culpada, e finalmente desisti...
Sofremos muito eu e ele pois só ao introduzir o leite industrializado, quando ele já tinha 6 meses de vida, nós pudemos finalmente descansar, ele saciado e eu aliviada e feliz de não vê-lo mais se esguelando de hora em hora durante madrugadas inteiras com um apetite que meu leite nunca saciou.
Talvez outras como eu se sintam também decepcionadas, culpadas, frustradas e constrangidas de se sentirem assim, quando por qualquer motivo não conseguem, podem, ou querem amamentar.
A amamentação pela sua importância deveria ser natural e de livre escolha da mulher! Para a amamentação ser um momento prazeroso de interação mãe/bêbe ela nunca deveria ser obrigatória, acho que não há mal algum em dar uma mamadeira a um bêbe, uma vez por dia, de leite da mãe ou de outro, se for financeiramente possível (as vezes isto é até necessário) por que às vezes, a mãe também cansa, a produção de leite é pouca, o apetite é voraz e o corpo frágil...

Amamentei meus dois filhos exclusivamente só até 4 meses quando introduzi outros alimentos e aos seis introduzi leite industrializado, desmamei o primeiro aos 8 e a segunda aos 7 meses não me arrependo.

A amamentação para mim foi difícil e dolorida opressora, nas duas vezes. Conheço mulheres que, por vontade própria ou não, amamentaram seus filhos até 2 anos ou mais, nunca ouvi dessas mulheres, nada que pudesse me levar a crer que esse esforço, tenha sido melhor, para elas mesmas ou para seus filhos, pelo contrário vejo crianças com transtornos alimentares, ou subnutridas pois se recusam a se alimentar em casa com as mães e as tiranizam exigindo o leite materno que não tem mais nutrientes suficientas para sustentar uma criança de dois anos ou mais.

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