Sábado passado fui comprar as coisinhas que faltavam para o enxoval da bebe, agora que sabemos vai ser menina, fui matar minha carência de comprar vestidinhos! Comprei logo dois, vermelhos, que sou menina mas não curto cor de rosa e acho que ela terá muito tempo de vida e muita mídia e coleguinhas para influenciar, durante a infância toda, a gostar de rosa...
Mas o assunto é outro enquanto estava lá disputando espaços exíguos de corredores com outras barrigudas e seus carrinhos vi um casal, grávido aos berros chamando por um filho perdido dentro da loja! A mãe logo surgiu perto de mim puxando o menino pelo braço dando a maior bronca nele, era um menino de uns oito anos no máximo!
Ao encontrar-se com o filho, o pai, não hesitou nem por um segundo e deu-lhe, sem a menor cerimônia uns quatro tabefes, fiquei horrorizada, indignada, constrangida, enojada tudo ao mesmo tempo!
Tive vontade de ir bater no troglodita mas caí na real e fiquei no meu horror solitário mesmo! Cheguei em casa e contei ao marido a cena hedionda que presenciei e ficamos conversando refletindo como os pais irresponsáveis, jogam nos filhos a culpa pela sua distração e os punem e humilham publicamente por seus próprios erros e desatenções!
Não acho certo bater e humilhar crianças... Esse negócio de palmada de efeito moral eu acho o fim da picada... Um adulto que não consegue impor limites a uma criança sem ser por meio de pancada ou humilhação não merece ser chamado de adulto! Dizer que bate porque o pequeno não entende explicações elaboradas não convence. A criança só tem que entender o que é NÃO e não há nada de elaborado nisso, não pode e pronto!
O não ao contrário do sim deve ser repetido à exaustão... Pode-se conter uma criança sem precisar hostilizá-la verbal ou fisicamente! Eu faço isso diariamente com meu filho de 19 meses.. Ele não apanhou nunca na vida nem palmadinha, nem pancadão e não o ameaçamos com violem cia...
Ontem li no terapia zero um post em que a Anna lança a pergunta sobre o valor educativo da pancada... Deixei lá o meu comentário e vi consternada que muitos ainda consideram útil bater nos filhos!
Não gosto da ideia de uma pessoa grande batendo numa pessoa pequena. A coisa é ainda mais grave quando além de tudo o pequeno vê no grande seu espelho, seu porto seguro, a pessoa de sua maior confiança... Aquele que deveria protegê-lo só sabe fazer isso, por meio de violência...
É verdade que as crianças muitas vezes nos tiram do sério mas, nós adultos que somos deveríamos saber e conseguir nos controlar!
Na minha opinião algumas pessoas cometem o grande engano de só começarem a impor limites à criança depois que ela "começa" a entender as coisas... Isso é um grande erro, esperar seis meses às vezes um ano para começar a aparar arestas, e fazer proibições é caminho certo para ter uma criança, capeta dentro de casa... A disciplina começa nos primeiros dias de vida... E com coisas simples como o estabelecimento de uma rotina!
Um comentário:
Pois Liliane, vivi uma situação parecida. "Achei" um menino de uns 5 anos no shopping, estava desesperado, chorando. Levei ao balcão de informações e por coincidência, a mãe estava chegando na mesma hora. Ela começou a gritar e destratar o menino. Tive vontade de pegá-lo de volta, mas respirei fundo e só olhei feio para ela. Hoje, certamente falaria com ela.
Bjs.
Márcia
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