A propósito do texto: Pesquisando para blogagem coletiva dia 08/03
Minha amiga Filósofa, professora de Antropologia, em uma Faculdade teceu o seguinte comentário sobre o post do link acima:De saída admito que não li os textos, nem vou ler. Mas quero dividir com você uma reflexão que fiz, essa semana, numa aula de antropologia numa turma de primeiro período de Administração.
A coisa toda da maior idade é completamente sem sentido. Vê só: se amanhã completo 18 anos durante a noite, a partir da meia noite e um NÃO acontece uma transformação física, psicológica, hormonal, existencial, cultural, social na minha pessoa. No dia seguinte eu não acordo com 18 anos e ADULTO.
Crescer (por dentro e por fora) é um processo. Um processo lento e contínuo, cheio de idas e vindas. Ninguém "fica pronto": pronto pra dirigir, pronto para ser pai ou mãe, pronto pra votar, pronto pra aceitar a morte de alguém, pronto pra lidar com o sucesso ou com o fracasso, pronto pra casar, pronto pra beber, pronto pra fazer sexo, pronto pra qualquer coisa ou pra tudo.
O que se faz mesmo é aprender. Aprender a ter vergonha, aprender a ter orgulho, aprender
a pedir desculpas, aprender a se colocar no lugar do outro, aprender a ter consciência e responsabilidade, aprender a dar um tempo, aprender a tentar de novo, aprender a falar e/ou a calar.
Enfim, aprendemos a ser gente. Gente não nasce pronta. Não basta ligar à tomada ou misturar com água e mexer pra funcionar direitinho. Claro que limites, normas e regras são necessárias e têm funções importantes, mas elas não podem ser imutáveis ou fossilizadas; afinal nossas ações e atitudes, que elas buscam regulamentar não são únicas e imutáveis.
Pesar as coisas, sejam eles atos, atitudes, fatos, prejuízos ou ganhos, é uma capacidade humana que tem sido muito negligenciada em nome de regulamentos, sistemas e hierarquias que, embora criadas por nós (os seres humanos), acabaram por serem mais prioritárias que a
humanidade.
Então o lance é o seguinte: se você foi parte atuante de um crime hediondo o xis da questão não é saber quantos anos você tem na ocasião do fato, e sim determinar sua responsabilidade seu grau de conhecimento acerca do que se passou. Isso deve determinar sua imputabilidade.
É isso, o processo de crescer, ensinar e aprender é negligenciado há anos neste e noutros países por isso temos hoje crianças matando outras crianças de modo hediondo!
Mudar a maioridade penal não vai modificar o processo! É apenas uma cortina de fumaça, é mandar jovens perdidos, para serem recrutados por criminosos ainda mais perigosos e experientes.
Os limites que são determinados pela educação, pelo respeito as leis e normas da sociedade é que precisam ser observados, delinqüentes, marginais, criminosos devem ser responsabilisados por seus atos. A impunidade é que dá a sensação de pode tudo. Foi a impunidade e a lacuna da educação que nos trouxe até aqui!
Não quero com isso dizer que os menores, por serem menores, não devam ser punidos, devem sim exemplarmente, como todo criminoso, seja ele rico ou pobre, preto ou branco, parlamentar ou favelado, magistrado ou analfabeto...
A coisa toda da maior idade é completamente sem sentido. Vê só: se amanhã completo 18 anos durante a noite, a partir da meia noite e um NÃO acontece uma transformação física, psicológica, hormonal, existencial, cultural, social na minha pessoa. No dia seguinte eu não acordo com 18 anos e ADULTO.
Crescer (por dentro e por fora) é um processo. Um processo lento e contínuo, cheio de idas e vindas. Ninguém "fica pronto": pronto pra dirigir, pronto para ser pai ou mãe, pronto pra votar, pronto pra aceitar a morte de alguém, pronto pra lidar com o sucesso ou com o fracasso, pronto pra casar, pronto pra beber, pronto pra fazer sexo, pronto pra qualquer coisa ou pra tudo.
O que se faz mesmo é aprender. Aprender a ter vergonha, aprender a ter orgulho, aprender
a pedir desculpas, aprender a se colocar no lugar do outro, aprender a ter consciência e responsabilidade, aprender a dar um tempo, aprender a tentar de novo, aprender a falar e/ou a calar.
Enfim, aprendemos a ser gente. Gente não nasce pronta. Não basta ligar à tomada ou misturar com água e mexer pra funcionar direitinho. Claro que limites, normas e regras são necessárias e têm funções importantes, mas elas não podem ser imutáveis ou fossilizadas; afinal nossas ações e atitudes, que elas buscam regulamentar não são únicas e imutáveis.
Pesar as coisas, sejam eles atos, atitudes, fatos, prejuízos ou ganhos, é uma capacidade humana que tem sido muito negligenciada em nome de regulamentos, sistemas e hierarquias que, embora criadas por nós (os seres humanos), acabaram por serem mais prioritárias que a
humanidade.
Então o lance é o seguinte: se você foi parte atuante de um crime hediondo o xis da questão não é saber quantos anos você tem na ocasião do fato, e sim determinar sua responsabilidade seu grau de conhecimento acerca do que se passou. Isso deve determinar sua imputabilidade.
É isso, o processo de crescer, ensinar e aprender é negligenciado há anos neste e noutros países por isso temos hoje crianças matando outras crianças de modo hediondo!
Mudar a maioridade penal não vai modificar o processo! É apenas uma cortina de fumaça, é mandar jovens perdidos, para serem recrutados por criminosos ainda mais perigosos e experientes.
Os limites que são determinados pela educação, pelo respeito as leis e normas da sociedade é que precisam ser observados, delinqüentes, marginais, criminosos devem ser responsabilisados por seus atos. A impunidade é que dá a sensação de pode tudo. Foi a impunidade e a lacuna da educação que nos trouxe até aqui!
Não quero com isso dizer que os menores, por serem menores, não devam ser punidos, devem sim exemplarmente, como todo criminoso, seja ele rico ou pobre, preto ou branco, parlamentar ou favelado, magistrado ou analfabeto...
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