terça-feira, 20 de abril de 2004

Véspera de feriado

Ola queridos!
O ócio e uma ou várias muriçocas (mosquito ou pernilongo dependendo de sua posição geográfica) me consomem neste momento!
Estou aqui no trabalho, mas sem nada pra fazer, e sendo devorada!
Pensando na vida, sozinha no escritório, ou melhor na sala (minha companheira de trabalho já se escafedeu! Sorte dela!)
Resolvi escrever para mim! Para passar este tempo que não é meu (vendi para o meu chefe) e portanto do qual não disponho, mas uso mesmo assim!
É estranho isso! Ficar aqui esperando só a hora de largar, não há nada para fazer ! É véspera de feriado e se o telefone tocar vai ser um grande milagre, mesmo assim não posso ir para casa!
Pensando um pouco sobre isso, é muito louco, o mundo dos adultos! Não parece que vendi meu tempo a uma empresa mas sim que vendi minha alma para o diabo e agora tenho que viver sob suas regras com risco de danação imediata! E não importa se elas (as regras) fazem, ou não, sentido pra mim!
Para mim seria muito mais lógico todo mundo arrumar suas coisinhas e viajar, passear! Voltar na segunda-feira descansados e felizes da vida dispostos a trabalhar bastante e fazê-lo, talvez por uma hora a mais, se houvesse demanda!
Mas que nada, o chefe larga a hora que ele próprio deseja, então não faz a menor diferença se ele vai ou não trabalhar na sexta-feira! Ele pode simplesmente dar uma passadinha e se escafeder em seguida os funcionários é que tem que trabalhar! Ou seja EU e mais uns poucos desfavorecidos!
Pior para mim que não nasci rica, nem tive a iluminação de fazer um concurso público quando isso era mais fácil, e enquanto minha única obrigação na vida era estudar mesmo!
Agora tenho que me enquadrar no esquema empresarial alheio e rezar para eu ser muito necessária, mesmo que seja apenas para abrir o escritório, sentar em frente ao computador, ser devorada por muriçocas, atender aos poucos telefonemas, engolir os diversos sapos servidos ao longo do dia, até a hora que me deixem largar!

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